Ele Caso Zapatero ganha nova dimensão com o indiciamento do ex-presidente por crimes fiscais e contrabando. O juiz José Luis Calama inaugurado nesta sexta-feira uma peça separada para investigar a origem das joias encontrados no gabinete do líder socialista, argumentando que a sua origem “não é justificada”. A decisão decorre avaliação preliminar de itensque excede em muito o que foi estabelecido pelo porta-voz por José Luis Rodríguez Zapatero.
A coleção é composta por 103 peças avaliadas em 1.323.915 euros. Entre eles estão 41 brincos, 15 colares, 11 pulseiras, oito anéis, oito relógios e outros 20 objetos de luxo, dos quais não há rastreabilidade fiscal nem provas que certifiquem a pagamento de direitos aduaneiros ou impostos associados à sua entrada no país. Este último argumento, segundo o juiz, caberia na Lei Orgânica de Repressão ao Contrabando.
O que diz a lei contra o contrabando?
Em Espanha, o transporte de itens de alto valor está sujeito a procedimentos de controle rigorosos enquadrado em regulamentos aduaneiros. Ele crime de contrabando Ocorre então quando são importadas ou exportadas mercadorias que contornaram esses controles, evitando o tesouro (que inclui impostos e tarifas), ou as operações comerciais são realizadas sem os requisitos legais para comprovar o trânsito legal.
O Lei Orgânica 12/1995, de 12 de dezembro, sobre a Repressão ao Contrabando especifica sua definição para o transporte de mercadorias sem controle cuja valor sea igual o superior a 150.000 euros, mas também contempla agravantes para o tráfico de drogas (incluindo medicamentos não controlados), armas ou explosivos, património avaliado em 50 mil euros ou mais (como peças de arte ou históricas) e fauna e flora.
Argumentos para acusar Zapatero de contrabando
Voltando ao caso Zapatero, Juiz Calama sustenta que o facto de introduzir, possuir ou circular em Espanha jóias avaliadas em cerca de 1,3 milhões de euros (superando largamente o limite de 150.000 euros) sem demonstrar o pagamento dos impostos e taxas correspondentes É uma indicação relevante do ponto de vista jurídico. Ou seja, a ausência de receitas fiscais para a sua importação reforça a suspeita que pode ser mercadoria que foi introduzida irregularmente.
Mesmo assim, vale esclarecer que o ex-presidente tem a oportunidade processual de prestar explicações e fornecer os documentos necessários, como notas fiscais ou credenciamentos que comprovem o transporte lícito das joias e sua origem. Para isso, uma nova peça foi aberta, independente do case Plus Ultra, a fim de evitar a elefantíase processual isso complica o processo judicial.
Fonte: 20 Minutos




