A Intervenção Geral da Administração do Estado (IGAE) do Ministério das Finanças entregou ao Tribunal Nacional um relatório onde detecta diversas irregularidades nos contratos da Adif e da Direcção Geral de Estradas investigados no caso Koldo. O relatório aborda cinco contratos da Adif e Adif Alta Velocity, juntamente com seis processos licitados pela Direção Geral de Estradas de Rodagem. Os vencedores dos contratos sob suspeita são maioritariamente Acciona Construção, Obras Públicas e Irrigação (OPR) e Levantina Engenharia e Construção (LIC), empresas alegadamente beneficiárias de aparelhamento orquestrado pelo Ministério dos Transportes.
O juiz Leopoldo Puente, do Supremo Tribunal, solicitou a entrega deste relatório em setembro de 2025. Porém, após a perda da jurisdição de José Luis Ábalos, o caso passou a ser de responsabilidade do Tribunal Nacional, de modo que o documento foi entregue ao Tribunal Central de Instrução número 2, chefiado pelo juiz Ismael Moreno. Este juiz investiga em parte separada do caso Koldo a fraude em obras públicas promovida pela suposta organização criminosa formada por Santos Cerdán, José Luis Ábalos e Koldo García.
O relatório elaborado pelo Tesouro estuda primeiro os processos de adjudicação de três contratos adjudicados pela Adif à Acciona Construction, SA numa joint venture temporária (UTE) com a Ferrovial Agroman, SA Acciona é a principal beneficiária das alegadas ‘devastações’ investigadas pelo juiz Moreno. Em segundo lugar, a análise do Tesouro centra-se em dois contratos “de montantes bastante baixos” adjudicados a uma joint venture formada pela OPR e ASCH Infraestructuras y Servicios, SA
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Fonte: 20 Minutos




