Segundo a Real Academia da Língua Espanhola, a palavra aliado refere-se a uma pessoa, grupo ou país que se une a outro para atingir um objetivo comum. Na esfera política, aplica-se a estados que estão unidos por tratados, muitas vezes para fins de defesa ou cooperação. Foi o que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Reino Unido, a França, os Estados Unidos, a União Soviética e a China se uniram com um objectivo comum, parar os totalitarismos da Alemanha, Itália e Japão.
Eu ouço políticos e analistas falando sobre os Estados Unidos como nosso “aliado”Mas é claro que quando um aliado ataca outro país unilateralmente em defesa dos seus próprios interesses, ameaça aumentar arbitrariamente as suas tarifas, acusa-o repetidamente de não cumprir os seus compromissos de despesas de defesa e ameaça invadir a Gronelândia, que faz parte do seu território, ainda é seu aliado?
Isso me lembra a questão que gerou tanta polêmica nas redes sociais, se você é mulher e está sozinha na floresta, Quem você prefere conhecer, um homem ou um urso? Para muitas mulheres a resposta foi o urso, porque disseram que pelo menos sabiam o que esperar. Os aliados também foram Errejón e Monedero, até Salazar, com grande audácia, poderia ter se autodenominado assim.
Homens que, independentemente do que dita a justiça, foram acusados por diversas mulheres por terem comportamentos intoleráveis. “Aliados” que deveriam trabalhar por um interesse comum, a defesa da igualdade entre homens e mulheres, enfim, pelo feminismo. Vendo como o mundo funciona, talvez devêssemos redefinir esta palavra Porque, desculpe minha banalidade, aliado, nestes tempos, aquele que tenho pendurado aqui.
Fonte: 20 Minutos




