O Ministro da Defesa, Margarida Carvalhos, anunciou no Congresso dos Deputados que No dia 7 de abril, a fragata ‘Méndez Núñez’ (F 104) juntar-se-á ao grupo naval para escoltar o porta-aviões francês e proteger a ilha europeia de Chipre. Esta fragata vai oferecer socorro ao Cristóvão Colombo, que está a encerrar a sua missão, depois de ter sido enviado para a ilha europeia quando um míssil iraniano atacou uma base britânica.
Robles fez este anúncio em seu aparição na comissão conjunta do Congresso e do Senado para segurançano qual explicou mais uma vez que as fragatas fazem parte da campanha pela dissuasão e pelo direito à legítima defesa. Pouco antes, rejeitou o ataque unilateral e injustificado dos EUA e de Israel contra o Irão, bem como o ataque do Irão aos países vizinhos.
O ministro sempre defendeu A posição de Espanha a favor da procura de uma solução pacífica no Médio Oriente através dos canais diplomáticos e dentro da legalidade internacional.
Espanha, disse Robles, manterá a proibição do uso de bases aéreas para guerra e também o veto ao uso do espaço aéreo para qualquer operação de guerra.
“Temos muito claro que Rejeitamos completamente a guerra no Irão porque é contrária à ordem jurídica internacional, mas ao mesmo tempo temos o compromisso como aliados responsáveis, sérios e confiáveis de que estamos na defesa coletiva dos países membros da Aliança e da Europa”, detalhou.
Neste contexto, Robles transmitiu o compromisso da Espanha em manter a sua presença em Chipre, em tarefas defensivas, e indicou que no dia 7 de abril a fragata Cristóbal Colón será substituída nessa missão pela fragata Méndez Núñez nos socorros normais que se realizam.
Lembrou que a fragata Cristóbal Colón estava, quando ocorreram os fatos, integrado em operações no Mar Báltico com o Grupo Naval Francês, liderado pelo porta-aviões ‘Charles de Gaulle’.
A previsão – detalhou Robles – era estar no Atlântico Norte de 26 de fevereiro a 7 de março. No entanto, devido aos acontecimentos no Médio Oriente, o grupo naval francês recebeu ordem de se dirigir ao Mar Mediterrâneo e a fragata espanhola foi integrada no grupo de combate multinacional.
A missão atribuída à fragata espanhola e que A partir de 7 de abril, o Mendez Núñez continuará, é implantar-se na zona do Mediterrâneo Oriental, integrado no grupo naval francês, com o objetivo de proteger esse grupo naval e participar na defesa do território europeu, colaborando na estratégia de dissuasão e defesa da Aliança Atlântica.
“Dependendo do que a União Europeia decidir e dependendo do que Chipre nos pedir, estaremos láporque Espanha e as suas Forças Armadas estarão sempre ao lado dos seus aliados”, destacou o Ministro da Defesa.
Sem passar pelo Congresso
Neste sentido, o deputado do PP Carlos Rojas denunciou que Espanha enviou primeiro a fragata Cristóbal Colón, e agora a Méndez Núñez sem passar pelo Congresso. “O Governo está em rebelião contra as leis que todos os espanhóis têm de cumprir.”
Durante a sua aparição, Robles reiterou a rejeição do Governo espanhol à “agressão unilateral, injustificada e sem qualquer enquadramento jurídico” por parte dos EUA e de Israel contra o Irão. “Diante do regime iraniano, os EUA e Israel não podem ser os que decidem, sem contar com ninguém, nem com os seus aliados, nem com ninguém, nem mesmo com uma parte da população dos EUA, para dizer que tipo de paz ou que tipo de regras existem no mundo“Robles enfatizou.
Fonte: 20 Minutos




