O Ministro da Inclusão, Segurança Social e Migração, Tamanho Elmagarantiu que processo extraordinário de regularização de migrantes em situação irregular, que teve início no dia 16 de abril e que esta segunda-feira começou com a recolha presencial de pedidos, acontece “normalmente” embora a verdade é que houve vários incidentes em alguns dos escritórios permitiram realizá-lo.
“Temos um procedimento absolutamente dimensionado, perfeitamente aceitável e tudo está indo normalmente”, Saiz argumentou numa entrevista à TVE em que recordou a obrigatoriedade do agendamento para poder ser atendido presencialmente nos gabinetes atribuídos. “Este é o quarto dia e até 30 de junho há um prazo conforme avançam os números”, acrescentou.
Saiz aproveitou para denunciar, porémos “obstáculos” de alguns municípios ao processo. “Não é aceitável”, disse o responsável pela Inclusão, que garantiu que o Ministério se dirigiu à Federação dos Municípios e Províncias (FEMP) para pedir colaboração. Ele também admitiu sua “preocupação” com o “boicote” das câmaras municipais do PP ao processo.
Em relação ao relatório de vulnerabilidade necessário para alguns casoso ministro especificou que não será necessário no caso de pessoas “que tenham contrato de trabalho, tenham oferta de trabalho, vão trabalhar por conta própria, queiram apresentar declaração de responsabilidade, tenham redes familiares, filhos menores ou filhos com deficiência”.
Lembrou que, nos restantes casos em que seja necessário o certificado de vulnerabilidade, o mesmo pode ser emitido não só pelas câmaras municipais, mas também por entidades colaboradoras em matéria de imigração. “Apelo, no entanto, à colaboração de todas as administrações”, teve um impacto.
O ministro destacou que “muitas” das candidaturas apresentadas até agora foram feitas de forma individual. “Isso significa que eles são cidadãos que já possuem certificado eletrônico ou Cl@ave, portanto podem ser pessoas que caíram numa irregularidade inesperada e que já tiveram um emprego em Espanha”.
Saiz voltou a defender o processo de regularização e insistiu que a autorização de residência é exclusiva para trabalhar em Espanha. “Corresponde à autonomia do nosso país e a Europa não questionou o procedimento”, A ministra defendeu-se contra a possível relutância de outros países europeus. Assegurou também que esta semana terá uma reunião com o Comissário Europeu para os Assuntos Internos e Migrações, Magnus Brunner.
Fonte: 20 Minutos




