Não acredito que os líderes, os militantes e os eleitores do Partido Popular concordo com aquela história desastrosa da “prioridade nacional” que colocaram no Pacto governamental da Extremadura. Não acredito porque todas essas pessoas de mentalidade conservadora, conheço algumas delas pessoalmente, são democratas e partilhar os valores europeus de liberdade, igualdade e fraternidade.
Também não acredito porque quase todos saberão que com sutilezas como essa, há menos de um século, o bases das leis do supremacismo arianoem suma, do nazismo, pois já sabemos o que significaram para a humanidade. Muito menos posso acreditar porque o partido conservador espanhol defende e postula valores cristãos e católicosembora muitas atrocidades tenham sido cometidas em nome de Cristo.
Em suma, estou convencido de que tudo é um truque eleitoral enfrentar as eleições gerais, para não esticar a corda com os meninos e meninas de Abascal, aquele senhor persa que diria o atrevido Rufián, simpático e de Santa Coloma. Uma forma de atrair para as suas fileiras os votos mais extremistas, de se agrupar, de pescar aqueles mais de três milhões e meio de votos e simpatizantes que trocaram o PP no seu tempo por casas mais tremendas (o número é, e era então, o do ilustre e recordado sociólogo compostelano Fermín Bouza).
Portanto, que ninguém tenha medo, mandar Chamberlain de volta para Muniqueconcordar, para que ele saia tão feliz segurando o documento. Não acontece nada, é tudo filfa, pantomimas. Aí está o presidente da Comunidade de Madrid defendendo o universalismo dos benefícios e subsídios. Aparentemente, tratava-se de ele ultrapassar o líder do seu partido à esquerda, apenas uma vez e sem servir de precedente. E é isso.
Fonte: 20 Minutos




