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Europa comemorada | Opinião de Miguel Ángel Aguilar

Imagen del despliegue de la bandera de la Unión Europea en la plaza Sant Jaume de Barcelona el 9 de mayo de 2026. Europa Press

Na passada quarta-feira, o presidente do Congresso dos Deputados teve a honra de convidar um pequeno grupo de personalidades para participar num evento no Salão dos Passos Perdidos do palácio Carrera de San Jerónimo, em comemoração ao Dia da Europa, marcado para 9 de maio, e 40º aniversário da entrada da Espanha na União Europeia.

Um verbete que deveríamos chamar de tratado de adesão assinado, porque foi nessa data que foi instituído, em memória da chamada Declaração Schuman. O então ministro dos Negócios Estrangeiros francês deu a primeiro passo para a integração dos Estados Europeus ao propor que o carvão e o aço da Alemanha e da França (e dos restantes países que aderiram) sejam administrados sob uma única autoridade, de modo a promover a criação da primeira comunidade europeia do carvão e do aço, origem da actual União Europeia.

A importância desta proposta, feita em Maio de 1950 (no quinto aniversário da rendição do regime nazi) quando a Europa ainda estava devastada pela Segunda Guerra Mundial, reside no facto de que quando as duas produções essenciais do indústria de armas à mesma autoridade, os países que participaram encontrariam uma grande dificuldade no caso de querer iniciar uma guerra entre eles. Partindo da CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço) – cuja constituição foi assinada em Paris em 1951 por França, Itália, Alemanha Ocidental, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo – passou depois para o Mercado Comum e a Euratom, que deu origem às Comunidades Económicas Europeias, às quais Portugal e Espanha aderiram em 12 de junho de 1985.

De manhã, no Mosteiro dos Jerónimos de Belém, em Lisboa, Portugal fez-o seguido de almoço e à tarde, no salão de colunas do Palácio Real de Madrid, foi a vez de Espanha. Lembro-me bem porque Carlos Luis Álvarez Cándido, então presidente da Associação de Jornalistas Europeus, e o abaixo-assinado, que era secretário-geral, foram convidados pelo Presidente do Governo. Voámos no seu avião Falcon para Lisboa e regressámos pelo mesmo procedimento para assistir à sessão de autógrafos em Madrid. Para comemorar essa assinaturaque exigiu um processo de negociação de oito anos, iniciado em 27 de julho de 1977, com Marcelino Oreja, Ministro das Relações Exterioresapresentando-se em Bruxelas como portador de uma carta do Governo de Adolfo Suárez que solicitava a abertura de negociações.

Superadas todas as dificuldades que estavam no caminho, chegou a adesão e para celebrá-la foram preparadas grandes festas, como as que a feliz cidade natal de Alimenón de Toledo merecia em sua época. Mas eles tiveram que ser suspensosporque às 10h do dia 12 de junho de 1985, o coronel Vicente Romero e seu motorista, Juan González Jiménez, foram assassinados com três tiros na cabeça, e poucas horas depois o homem-bomba TEDAX Esteban del Amo García. Também nesse dia, em Portugalete (Vizcaya), o Brigadeiro da Marinha José Millarengo foi assassinado por volta das 15h00. Continua.

Fonte: 20 Minutos

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