O Ministério dos Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030 abriu um arquivo de sanção contra um “grande imóvel” após detectar possíveis práticas abusivas contra inquilinos. O departamento que ele dirige Pablo Bustinduy Não especificou qual empresa está sendo investigada, embora tenha detalhado que administra “milhares” de casas para alugar espalhadas por diferentes comunidades autônomas. A ação faz parte da ofensiva que o Consumo mantém contra certas práticas de grandes locadoras; A última foi há apenas dois meses, quando o ministério homologou uma multa de 3,6 milhões de euros ao Seguro de Aluguer. Este novo dossier é, portanto, mais um passo nesta estratégia de pressão sobre os grandes operadores do mercado imobiliário.
A pesquisa identifica quatro possíveis infrações relacionadas a cláusulas constantes de contratos de locaçãoqualquer. Estas incluem a imposição de seguro de não pagamento, ilegal ao abrigo da nova lei; a incorporação de cláusula que indica falsamente que ocorreu “negociação individualizada do contrato de adesão”; a imposição de uma multa “desproporcional” por cada dia de atraso no pagamento da habitação; e a cobrança de despesas e multas “injustificadas” relacionadas com fornecimentos e mudanças de propriedade.
Segundo o ministério, cada uma das infrações detectadas poderá levar à multas até um milhão de euros ou entre seis e oito vezes o benefício ilícito obtido. A Direção-Geral do Consumidor garante ainda que “a abertura destes processos não prejudica o resultado final da investigação”, ou seja, que ainda não existe uma sanção definitiva para a empresa investigada, da qual ainda poderá recorrer.
O departamento de Bustinduy lembra o caso mais relevante até o momento, o do Seguro de Aluguel que, após investigação iniciada em 2025, em abril teve que pagar umamulta de 3,6 milhões de euros por diversas infrações classificadas como graves e muito graves e “alavancar sua posição dominante no mercado”. O ministério concluiu que a imobiliária aplicou práticas abusivas contra os inquilinos, incluindo cobranças indevidas, seguros fiscais e serviços acessórios ligados ao arrendamento.
Fonte: 20 Minutos




