A Unidade de Crimes Econômicos e Fiscais (UDEF) da Polícia Nacional indicou que a Sociedade Estadual de Participações Industriais (SEPI) forneceu pastas “vazias” e informações incompletas após ordem judicial relativa à concessão do empréstimo à companhia aérea Mais Ultra.
A unidade policial reflecte estes factos num relatório a que teve acesso 20 minutos sobre o investigação de irregularidades detectadas para obter a ajuda de 53 milhões de euros concedida à companhia aérea pela qual está a ser investigado o ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero, considerado o líder da estrutura de influência, e que é convocado a testemunhar como arguido no dia 2 de junho perante o Tribunal Nacional.
Ao tomar conhecimento desta investigação da UDEF, fontes da SEPI consultadas pela agência EFE reiteraram a sua “máxima colaboração com a Justiça“.
O documento da UDEF afirma que, depois de analisar as informações fornecidas com base em um primeira ordem judicial enviado à SEPI, constatou-se que este estava “incompleto”pois, embora as pastas coincidissem com o índice fornecido, algumas delas estavam “vazias de conteúdo” e não possuíam documentação.
Outros arquivos, descritos pela Polícia, não foi possível abrir e, em relação às comunicações, os emails incluídos no arquivo limitam-se às trocas entre o Fundo de Apoio à Solvência de Empresas Estratégicas (FASEE), gerido pela SEPI, e o Plus Ultra, relativas apenas ao ano de 2025, portanto não são relevantes em relação à concessão de auxílios.
Posteriormente, diante desses erros, foi expedida outra liminar, mas a Polícia repete os mesmos erros e destaca que há documentos referidos no processo que não estão entre os fornecidos.
E dá como exemplo uma pasta dedicada a documentação fornecida pela Plus Ultra à Deloitte para a elaboração do seu relatório jurídico, onde não existem documentos a que o consultor se refere e que “deveriam constar”, como certidão de regularidade das dívidas à Segurança Social ou contrato de locação de aeronave.
A UDEF esclarece que, a partir de alguns documentos encontrados, “fica claro que um fluxo de comunicação ocorreu“entre os dirigentes da Plus Ultra e o ex-diretor da SEPI José Ángel Partearroyo durante a concessão da ajuda pública”, as referidas comunicações não foram incorporadas ao processo, com algumas exceções em formato PDF.
Além disso, “há documentos que, embora apareçam em fontes abertas, Não aparecem na documentação fornecida“, como a ata da SEPI do período de concessão do auxílio referente aos dias 9 e 23 de fevereiro de 2021.
A Polícia destaca ainda que existem alguns documentos que constam da documentação fornecida pela autoridade judiciária, mas que Eles não estão entre os fornecidos pela SEPI e vice-versa.
Fonte: 20 Minutos




