O juiz do Tribunal Nacional José Luis Calama encomendou uma avaliação preliminar do numerosas joia encontrado durante busca policial no dia 19 de maio no gabinete do ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero.
O magistrado que investiga o chamado caso Plus Ultra pediu a uma joalheria uma análise preliminar para determinar a “natureza, autenticidade e valor econômico (substituição), fabricante (marca/carimbo do joalheiro) e data aproximada de fabricação” das joias encontradas. Tudo isso, conforme decisão do juiz conhecida esta quarta-feira, sem prejuízo de posterior perícia que inclua outros dados analíticos de interesse.
O juiz encomendou a avaliação da histórica joalheria Anso —casa de jóias e diamantes da Família Real—, após juramento ou promessa, e ordenou que a análise fosse devidamente documentada pela Unidade Central de Crimes Económicos e Fiscais (UDEF) da Polícia, “com manifestação de todos os requisitos necessários ao cumprimento da cadeia de custódia”.
Calama adopta esta decisão no âmbito do processo em que foi acusado o ex-Presidente do Governo, a quem coloca na “vértice” de uma suposta teia de influências em favor da companhia aérea Plus Ultra, supostamente em troca de benefícios econômicos que, segundo a tese do juiz, seriam canalizados para ele e seu entorno.
Zapatero atribui as joias a heranças e presentes
Zapatero, que testemunhará nos dias 17 e 18 de junho no Tribunal Nacional, atribuiu as joias a heranças de sua mãe e de sua sogra e presentes não especificados. Ele afirma que estavam em seu escritório porque moravam em uma casa alugada que não tinha cofre, segundo disse à agência Efe o presidente do Ateneo Luis Arroyo, que trabalhou com Zapatero em Moncloa. Nessa busca no escritório de Zapatero, na rua Ferraz, em Madrid, os agentes encontraram inúmeras joias no cofre de um escritório.
Especificamente, eles fotografaram e detalharam em seu boletim de ocorrência três colares de prata -uma com 13 pedras azuis, outra com cinco pedras cor granada e a terceira com pedras verdes-; três pulseiras de prata com pedras de cores diferentes e dois brincos e um anel com pedras verdes, além de dois conjuntos de brincos sim anéis prata, outro conjunto de três colares cruz verde, dourada e prateada e duas pulseiras de ouro. Além disso, foram encontrados três relógios, um da marca Krono com a inscrição “seus companheiros”, outro da marca Dogna e outro da marca Lorenz Theatre.
Num saco, com a inscrição Presidência do Governo, os agentes encontraram ainda três pares de brincos ouro com bolas brancas, uma pulseira com bolas brancas e uma pedra verde, um anel de prata com uma bola branca, um relógio Longines de ouro e outro Omega com pingente com o número 13.
Nessa mesma bolsa também encontraram um anel prata com pedra violeta, cruz de ouro e prata, pulseira de ouro com conjunto de pedras brancas, colar de ouro com três formas de ouro, alfinete de ouro, corrente de ouro, cordão de prata, bola branca e brinco oval de ouro.
Fonte: 20 Minutos




