Existem amizades que acreditamos serem eternas. Nós os consideramos garantidos. Como o sol da manhã ou o ar que respiramos. São amigos para toda a vida. Sempre estiveram presentes: nos verões, nas festas de aniversário, nos primeiros amores e nas tristezas… Fazem (quase) parte da paisagem. E é por isso que deixamos de cuidar deles. Presumimos que eles sempre estarão lá. Que você não precisa ligar tanto, ficar tanto ou dizer “eu te amo” em voz alta. Esse amor já está compreendido, assinado e selado para sempre.
E enquanto isso, a vida segue em frente. Os estudos chegam. As novas cidades. Os empregos. As crianças. E as feridas que cada um administra da melhor maneira que pode. E assim, quase sem perceber, mudanças de amizade. Talvez sem quebrar. Às vezes fica frio. Permanece pausado. E os silêncios aparecem. Silêncios que duram muitos meses. Anos. Silêncios cheios de mensagens que nunca foram enviadas e ligações adiadas por falta de tempo. Silêncios cheios de emoções que ninguém se atreveu a colocar na mesa. Sem brigas. Sem traição. Sem dramas. Silêncios que valorizam conversas que nunca tiveram.
Portanto, quando dois amigos ficam frente a frente depois de muito tempo e falam a verdade, algo mágico acontece: o peso desaparece. É como se alguém abrisse de repente uma janela de uma sala fechada há séculos. Porque amigos não deveriam se tornar memórias enquanto ainda estão vivos.
No amizades que sobrevivem ao temposilêncio e vida, não devemos considerá-los garantidos. Você tem que ligar para eles novamente. Temos que procurá-los novamente. Você tem que escolhê-los novamente. De novo e de novo. Porque Amizades duradouras não se rompem repentinamente. Eles são simplesmente negligenciados. E talvez só se salvem da maneira mais simples e ao mesmo tempo mais difícil: conversando. Porque existem amizades que não foram feitas para durar para sempre. Mas aqueles que o fazem… merecem ser combatidos.
Fonte: 20 Minutos




