Podemos abster-se-á na votação desta quinta-feira no Congresso dos Deputados em que o Governo espera concretizar o escudo social aprovado em Conselho de Ministros extraordinário na sexta-feira. Isto foi confirmado por fontes do partido roxo, que, em todo o caso, considera que as reduções fiscais do decreto “não são a forma de lidar com a escalada de preços”.
O Secretário de Organização do Podemos, Pablo Fernándeznão revelou na manhã de segunda-feira o sentido de votação da formação e chegou a acusar o Governo de fazer um decreto “à medida” das formações conservadoras. “É ineficaz, não servirá para baixar os preços e é insuficiente para proteger as classes trabalhadoras. É feito sob medida para as grandes empresas certas“, criticou, antes de confirmar, claro, que o seu partido votará a favor do decreto habitacional quando este for levado à Câmara.
Podemos agora especifica que não se oporá à sua aprovação, embora garanta que continuará a “exigir que o Governo limite os preços dos combustíveis, da energia e dos alimentos para evitar os 5.000 milhões de euros mobilizados vão lubrificar os resultados das grandes empresas”.
De referir que no final desta sexta-feira Sumar, concretamente o Ministro dos Direitos Sociais, Pablo Bustinduyconseguiu que o PSOE introduzisse um mecanismo para limitar as margens comerciais no escudo.
Caso Junts e PNV votem sim ao decreto, algo que a ala Sumar do Executivo espera que aconteça, a abstenção do Podemos facilitaria as coisas ao Governo, que Eu não precisaria mais do Partido Popular para validá-lo no Congresso.
Nesta mesma segunda-feira, o povo popular condicionou o seu voto a favor de que o Governo incorpore mais medidas, como a deflação da taxa de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares. Da mesma forma, rejeitam também o compromisso de encerramento de centrais nucleares que o Executivo continua a assumir num momento em que “devemos avançar na redução da dependência dos combustíveis fósseis”.
Fonte: 20 Minutos




