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Saúde e comunidades autónomas acordam em mediação independente para tentar desbloquear a greve médica

MADRID, 17/03/2026.- La ministra de Sanidad, Mónica García, asiste a la comisión de Sanidad que se celebra, este martes, en el Congreso de los Diputados en Madrid. EFE/ZipiZIPI

O Ministro da Saúde, Mônica Garciarelatou que um acordo com as comunidades autónomas para que a mediação independente tente desbloquear o greve médica para Estatuto Marco.

“Tanto o Ministério como as comunidades autónomas concordaram em propor uma figura de mediação para o Comitê de Greve que seja reconhecido por todas as partes, para continuar avançando nos pontos de negociação já acordados e para evitar a greve”, disse García em entrevista coletiva após o Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS).

Depois disso, o ministro destacou que algumas comunidades autónomas propuseram que fosse um organização de pacientes aquele que faz a mediação para tentar acabar com o conflito: “Alguns vereadores propuseram que fosse uma organização de pacientes, porque são eles que estão sofrendo as consequências daquela greve e, bom, é assim que vamos propor ao Comitê de Greve”.

Neste sentido, o titular da Saúde explicou que, inicialmente, o Ministério propôs o Fórum da Profissão Médica para mediar e chegar a um acordo devido ao conhecimento técnico e jurídico que possui sobre as reivindicações. No entanto, vai agora elevar à Comissão de Greve a figura da organização de doentes proposta pelos ministérios da Saúde.

“Precisamos que todas as partes concordem e que a mediação seja reconhecida por todos. Esperamos, ansiamos e confiamos que o conflito irá diminuircomo já dizemos há muito tempo”, disse García, que destacou que o objetivo é evitar a próxima greve médica em 27 de abril.

Da mesma forma, o ministro confia que na próxima reunião com o Comité de Greve, depois da Páscoa, o conflito possa ser desescalada e tanto o Estatuto-Quadro como outras reivindicações dos médicos possam continuar a ser processados.

«Esperamos e confiamos que estes pontos de acordo e esses pontos de confluência também se resolvam para evitar a greve que, como nos disseram todos os vereadores, está a causar muitos danos ao CCAA, aos doentes e ao sistema de saúde», destacou.

O Estatuto-Quadro, com “um longo caminho a percorrer” para ser real

Na linha, a responsável pela Saúde reconheceu que “o Estatuto-Quadro ainda tem um longo caminho a percorrer” para se tornar realidade, embora espere que possa ser aprovado antes do final da actual legislatura. “Estamos quase na parte inicial deste Estatuto-Quadro. Confio que possa ser aprovado, porque, como nos disseram os sindicatos, traz realmente novas funcionalidades, vantagens e avanços”, notou.

Por fim, no CISNS desta sexta-feira apenas a situação dos médicos foi abordadaentão o restante dos pontos ficou pendente. Assim, o CISNS agendado para o próximo dia 9 de Abril, em que inicialmente se iria discutir a greve médica, centrar-se-á na análise das questões que não têm conseguido ser abordadas, como os projectos de Lei das Organizações de Pacientes e da Lei da Gestão Pública e Integridade do Sistema Nacional de Saúde, entre outros.

Fonte: 20 Minutos

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