Ele Escritório em casa quer “eliminar o pagamento em dinheiro” do DNI e das taxas de emissão de passaportes, forma de pagamento escolhida por 45% dos cidadãos. Para isso, licitou um novo contrato de aluguer de 2.300 Terminais Ponto de Venda (POS) e assim promover o pagamento com cartão nas unidades de documentação do Polícia Nacional e reduzir os “aborrecimentos” da gestão de caixa. Desta forma, siga na esteira do Direção Geral de Trânsito (DGT)que já em 2014 aboliu o pagamento em dinheiro de impostos de trânsito e um ano antes, o das multas.
Especificamente, a Subdirecção Geral de Logística e Inovação da Polícia Nacional destaca que o pagamento em dinheiro no escritórios que emitem taxas para DNI, passaportes ou carteiras de identidade de Estrangeiros (TIE) representa 45% do total. O restante é pago com cartão bancário na própria unidade de documentação ou online através de gateway de pagamento.
Perante isto, a Polícia destaca que o pagamento em dinheiro “implica muitos problemas de gestão logística” devido à necessidade de “manuseio de dinheiro por funcionários”. Mas sublinha também que o pagamento online “não tem uma aceitação significativa por parte dos cidadãos”. Assim, considera-se “conveniente continuar a alargar a avenida” do pagamento com cartão e, portanto, o concurso para a contratação do aluguer de terminais POS.
Isto permitirá não só “prestar ao cidadão uma notificação fidedigna do pagamento” ou “consolidar o efetivo pagamento das taxas nos sistemas de contabilidade financeira da Direção Geral da Polícia e da Fazenda Pública”, mas, sobretudo, “eliminar o pagamento em dinheiro no final do contrato proposto”que neste momento é de dois anos, prorrogáveis por mais dois.
E, explica a Polícia no contrato, o rendimento aproximado de todos os escritórios emissores (380 fixos e 80 móveis) nas diferentes agências bancárias é cerca de 832.512 euros por dia. Por ano, em média, os pagamentos das taxas de emissão destes documentos (30 euros para o passaporte, 18 para o TIE e 12 para o DNI) rondam os 183,1 milhões de euros. Estas são as principais razões que levam a Interior a lançar novo contrato para aluguer de 2.300 terminais POSjá que o atual, que conta com 2.100 unidades, está próximo de ser concluído, além de ao mesmo tempo fortalecer o gateway de pagamento.
A previsão é que comece em 1º de julho deste ano e termine em 1º de julho de 2028, embora esteja contemplada a possibilidade de prorrogação por mais dois anos. Por enquanto, para aqueles Nos primeiros 24 meses o valor do contrato ascende a 1.999.557,55 euros (IVA incluído). No caso de prorrogação por mais dois anos, o valor máximo seria de cerca de cinco milhões, tendo em conta que está incluída uma “alteração contratual em alta” de 20% caso sejam necessários terminais POS adicionais ou se houver variações no preço de taxas ou custos derivados de pagamentos com cartão.
O concurso inclui ainda uma lista com um previsão da distribuição desses terminais nas diferentes localidades de Espanha e os escritórios móveis, sendo as unidades de documentação que mais receberão as de Barcelona-Trafalgar (26), Sevilha-Tablada (23), Valência-Hospital (22) e Bilbao (21). Também estão incluídos unidades para o Congresso dos Deputadoso Tribunal Nacional ou a Presidência do Governo (um em cada caso).
Fonte: 20 Minutos




