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Fernando Jáuregui apresenta seu livro

El periodista Fernando Jáuregui presenta su nuevo libro 'Quemados' (Almuzara).CEDIDA

O jornalista Fernando Jáuregui apresentou seu novo livro nesta quarta-feira Queimado (Almuzara) na Fundação Ortega-Marañón, em evento em que defendeu a “direito de ser queimado” como reflexo da agitação social e política que, na sua opinião, atravessa España. “Quinze anos depois dos indignados, vêm os queimados”, disse Jáuregui diante de mais de 200 participantes.

Jáuregui descreveu este novo estado de espírito como consequência da violações da classe política, mentiras aos cidadãos ou falta de patriotismo. A isto acrescentou fatores internacionais, como as ameaças de “um maluco” como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trumpnum contexto que descreveu como uma situação política “completamente anormal”.

“Não podemos permitir que nos queimem, temos que sair do incêndio”, disse ele, e reivindicou o protesto como uma forma de “estar vivo”. O escritor expressou sua esperança de que o livro contribua para “desvendar alguns notícias falsas com que as diferentes potências bombardeiam“, bem como “apagar algumas fogueiras das vaidades” dos dirigentes e “normalizar o diálogo entre as duas Espanhas”.

A obra nasce, conforme explicou, de uma experiência pessoal: o incêndio que afetou sua casa durante os grandes incêndios do verão passado. Um episódio que o jornalista transforma em metáfora do desgaste emocional e cívico da sociedade. “Pessoas queimadas do mundo, uni-vos”, proclamou, apelando à necessidade de não renunciar, de protestar e de procurar soluções colectivas.

Neste sentido, defendeu que se há quinze anos os “indignados” eram os protagonistas do desencanto político, Hoje são os “esgotados” que encarnam uma desilusão marcada pela saciedade e o cansaço face a “uma nova casta política” e a um país que, disse, funciona “na base de remendos, slogans e silêncios”. O jornalista quis também prestar homenagem aos profissionais que praticam o jornalismo de investigação e contam “as coisas que alguém não quer que contem”, apesar do elevado custo pessoal que por vezes isso acarreta.

O evento foi encerrado com a participação ativa do público, que compartilhou seus próprios motivos para se sentir “esgotado” e fez perguntas ao autor. O resultado foi um debate plural e vivo sobre polarização, deterioração institucional, qualidade democrática e incerteza, em que também foi abordado o impacto global de figuras como Trump.

O evento contou com a presença personalidades destacadas das esferas política, institucional e social, como o Provedor de Justiça, Ángel Gabilondo; o senador socialista Juan Lobato; o ex-diretor da CNI Félix Sanz Roldán; o ex-ministro Javier Rupérez; o presidente da ATA, Lorenzo Amor; o ex-secretário geral da UGT Cándido Méndez; o ex-ministro Virgílio Zapatero; o presidente da Sociedade para a Transição, Pedro Bofill; ou a ex-presidente do Congresso Ana Pastor, além do padre Ángel.

Fonte: 20 Minutos

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