A Acção Social das entidades associadas ao CECA ultrapassou o limite de 1.000 milhões de euros de investimentoum número que reafirma o seu papel como motores do bem-estar e do crescimento económico. A afirmação foi esta terça-feira Isidro Fainé, presidente do CECA, da Fundação ‘la Caixa’ e do Instituto Mundial de Caixas Económicas e de Retalho (WSBI, na sigla em inglês) durante a celebração da sua 119.ª Assembleia Geral.
“O Serviço Social, desde as nossas origens, tem sido a marca mais profunda do nosso setor. Em 2025, o investimento total em Serviço Social em Espanha já ultrapassará os 1.000 milhões de euros. Esta é uma figura emblemática o que confirma as nossas entidades como o maior investidor social privado do país”, declarou Fainé. Além disso, destacou o seu compromisso com o desenvolvimento económico do país, especialmente no contexto atual.
“Num mundo marcado pela tensão geopolítica e pela aceleração da mudança tecnológicaas nossas entidades continuam a defender os valores essenciais que sempre mantivemos. Porque somos um banco que escuta e acompanha. Um banco enraizado no território e comprometido com o povo”, continuou o presidente.
“Um banco que promove inclusão financeira. E somos também um setor perfeitamente preparado para liderar a transformação do negócio bancário, assente em quatro grandes alavancas competitivas: inovação tecnológica, sustentabilidade e respeito pelo ambiente, qualidade de serviço e laços de confiança duradouros com todos os stakeholders”, afirmou.
A reunião contou com a presença de representantes de todos os bancos e caixas económicas que integram a associação e que representam o 40% do sistema financeiro espanholbem como presidentes e diretores gerais das fundações vinculadas ao CECA, entidades responsáveis pela concepção e implementação dos Projetos Sociais.
A nível internacional, o Presidente do CECA destacou a forte colaboração e valores compartilhados com o Grupo Europeu de Bancos de Poupança e Retalho (ESBG) e com o World Savings and Retail Bank Institute (WSBI), sublinhando a importância de avançar para uma Europa mais forte, mais competitiva e coesa.
Prioridade estratégica para a Europa
O Diretor Geral do CECA, Antonio Romero, abordou os principais desafios e oportunidades do setor num contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e pela intensificação dos conflitos comerciais, destacando a solidez do sistema financeiro espanhol. Romero enfatizou a necessidade de fortalecer a competitividade da Europa “através da simplificação regulatória que permite um quadro mais ágil e eficiente, capaz de impulsionar o crescimento económico e reforçar a capacidade das entidades financeiras de apoiar as famílias e as empresas.”
Referindo-se à evolução do Serviço Social, Romero comemorou o volume de investimento, que ultrapassa os 1.000 milhões de euros, um marco que reforça o compromisso do setor com a coesão social, a promoção da investigação e a protecção do património cultural e histórico do nosso país. A CECA também renovou o seu compromisso de melhorar o cultura financeira através da atribuição de 5 milhões de euros ao Funcas Educa, consolidando este programa como uma das principais iniciativas do sector para promover a educação financeira na sociedade.
Um papel dinâmico
Previamente à Assembleia, realizou-se a Comissão de Fundações e Serviço Social, principal fórum de troca de experiências, cooperação e estudo na área do Serviço Social. É um órgão estatutário e consultivo da associação que reúne representantes das fundações bancárias e ordinárias do sector. O Presidente da Cáritas, Manuel Briones, participou nesta edição apresentando uma radiografia da exclusão social no nosso país, que serviu para enquadrar a atividade das fundações CECA.
Em 2025, a dotação na Obra Social ascendeu a 1.004,92 milhões de euros, com os quais foram realizadas 92.858 atividades, que beneficiaram 35,9 milhões de pessoasespecialmente pertencentes a grupos em situações vulneráveis. Desde a aprovação da Lei dos Fundos e Fundações Bancárias de 2013, o investimento acumulado ultrapassa os 9.734 milhões de euros. O Serviço Social desenvolve a sua actividade em múltiplas áreas, com o objectivo de responder às principais necessidades da sociedade e concentrando-se nas pessoas mais vulneráveis.
Los Programas Sociais Continuam a ser a principal área de atuação, com um investimento de 362,9 milhões de euros (36,12% do total), destinados a iniciativas que visam a redução da pobreza e da desigualdade, bem como a melhoria das condições de vida das pessoas. os segue Cultura e Patrimóniocomo a segunda área com maior dotação, com 218,9 milhões de euros (21,78%), focada no acesso à cultura e na conservação do património.
A seguir, os investimentos em Investigaçãocom 151,8 milhões de euros (15,10%), centrado principalmente em projetos de saúde e ciências, e em Desenvolvimento Local, Emprego e Empreendedorismocom 120,3 milhões de euros (11,97%), destinados ao apoio às PME, aos trabalhadores independentes e à promoção do tecido produtivo.
O resto das áreas completa a ação social do setor, com 97,6 milhões de euros em Educação (9,71%), destinados à promoção da formação e da cultura financeira; 27,5 milhões de euros em Ambiente (2,73%) e 26 milhões de euros em Desporto (2,59%), este último contribuindo para a sustentabilidade, a coesão social e a promoção de hábitos saudáveis, bem como a integração de grupos vulneráveis e o envelhecimento ativo.
Fonte: 20 Minutos




