A Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) acusa Rede Elétrica da única possível violação gravíssima com “dano ao sistema” entre os empresas para as quais esta sexta-feira abriu arquivos relacionado com o apagão do ano passado. Juntamente com a operadora, irá também investigar a Iberdrola, Endesa, Naturgy ou Repsol por alegadas infrações graves, mas “sem risco de garantia de fornecimento ou danos graves”.
Após o fecho dos mercados, a CNMC comunicou os nomes das empresas às quais investigará “indicações de violação” relacionado ao apagão. Embora existam 20 processos diferentes, a Concorrência irá investigar as ações de sete empresas, entre as quais a Red Eléctrica é a pior. Ela é a única que ele acusa de “infrações gravíssimas”. Tal como nos restantes casos, a Concorrência demorou o prazo máximo para resolver, 18 meses.
A CNMC refere-se ao possível incumprimento pela Red Eléctrica de várias das funções que lhe são atribuídas pela Lei do Sistema Eléctrico, “com prejuízo do sistema ou dos sujeitos”.
Ele investigará se a REE operou dentro do cronograma e com segurança
Especificamente, investigará o pprogramação de restrições técnicas na véspera do dia do apagão, uma vez que teve o resultado do matching de ofertas ou da necessidade de serviços de ajuste do sistema que fossem necessários”para garantir critérios de confiabilidade e segurança a ser estabelecido.”
Da mesma forma, no próximo ano e meio a CNMC investigará se a Red Eléctrica cumpriu a sua função de “transmitir as instruções necessárias para o correto funcionamento do sistema eléctrico de acordo com os critérios de fiabilidade e segurança “estabelecidos” e “gerir os mercados de serviços de ajustamento do sistema necessários para o efeito” e, segundo outra das suas atribuições, se prestasse a todos os gestores da rede “informações suficientes garantir o funcionamento seguro e eficiente, o desenvolvimento coordenado e a interoperabilidade da rede interligada.”
A quarta função que a lei atribui à Red Eléctrica e cujo cumprimento a CNMC irá investigar é se deve “gerir os despachos técnicos e económicos para o fornecimento de energia elétrica em sistemas elétricos isolados dos territórios não peninsulares, a liquidação e comunicação dos pagamentos e cobranças relativos aos referidos despachos, bem como o recebimento de quaisquer garantias que sejam oportunas.”
Grandes e pequenas empresas e usinas nucleares
Além do processo aberto contra a Red Eléctrica, a CNMC anunciou que irá investigar também outras seis empresas ou instalações energéticas, mas nestes casos, por possíveis infrações “graves” que, ao contrário da operadora, indica que teriam sido “sem risco de garantia de fornecimento ou danos graves”.
É sobre Naturgy, Repsol, Iberdrola, Endesa e Bahía Bizcaia Eletricidadebem como o Associação Nuclear Ascó Valdellós IIda qual são proprietárias Iberdrola e Endesa. Uma das infrações de que são acusados está relacionada com a “colocação em funcionamento, modificação, transmissão, encerramento temporário ou encerramento definitivo de instalações sem a necessária concessão, autorização declaração administrativa, de responsabilidade, comunicação ou inscrição no registo correspondente quando for o caso, bem como o incumprimento do conteúdo, prescrições e condições do mesmo quando a garantia de fornecimento for colocada em risco ou for gerado grave perigo ou dano para pessoas, bens ou o meio ambiente.
Também investigará se houve descumprimento, por parte de suas usinas de geração de energia elétrica, de sua “obrigação de mantê-los em boas condições de conservação e adequação técnica”, e se um eventual incumprimento colocasse “em risco a garantia de fornecimento ou gerasse grave perigo ou dano a pessoas, bens ou ambiente”.
O terceiro artigo do regime sancionatório da Lei do Sistema Elétrico que a CNMC irá investigar nestas empresas tem a ver com “o utilização de instrumentos, dispositivos ou elementos que coloquem em risco segurança sem cumprir as normas e obrigações técnicas que os dispositivos e instalações devem cumprir”.
Fonte: 20 Minutos




