A Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) iniciou um processo disciplinar por indícios de infração na investigação do apagão em 28 de abril e conclui que o incidente teve origem multifatorial após uma série temporal de eventos que desequilibrou o sistema.
Em consequência do apagão, a CNMC iniciou vários processos para analisar o sucedido, de acordo com a regulamentação do sector eléctrico, e depois deles detectou “indícios de violações da regulamentação do sector, durante períodos prolongados de tempo, que devem ser formalmente investigados, embora não constituam por si só a causa do incidente”, conforme indicou esta sexta-feira num comunicado.
Especificamente, a CNMC detectou vários indícios de incumprimento, alguns mantidos por períodos prolongados, que teriam afectado o funcionamento do sistema eléctrico e podem constituir infrações administrativas.
Neste contexto, a CNMC anunciou esta sexta-feira que iniciou um processo para investigar formalmente estes indícios. No entanto, especifica que Os factos que são objeto destes procedimentos “não implicam, por si só, a atribuição da origem ou causa do apagão às empresas afetadas”.dado que o incidente teve origem multifatorial.” “A instauração destes processos não prejudica o resultado final da investigação”, sublinha a Concorrência.
Estes procedimentos têm uma duração máxima que varia entre nove e 18 meses dependendo da gravidade da infração. Em qualquer caso, a CNMC sublinha que os interessados poderão formular alegações e propor a prática de provas que considerem adequadas.
Fonte: 20 Minutos




