Dizem que a batalha de Ayacucho que deu independência ao Peru Foi mais do que tudo uma encenação para salvar a honra. Aquele vice-rei José de la Serna, ao ver que houve conluio entre os seus oficiais monarquistas e os libertadores e que tudo estava decidido, afirmou: “Vamos acabar com esta farsa”.
A política ultimamente tem a ver com isso, com manchetes e slogans, com farsa. O último, aquela que o Vox propôs para a felicidade da esquerda: a prioridade nacional. Especialistas dizem que esta medida feia de inspiração lepenista é inaplicável. Não importa, se mobiliza o voto e complica a vida do PP, funciona. Foi o que vimos na nossa Comunidade, onde o ombudsman do Vox, José María Llanos, apresentou uma proposta não legal para que o PP fosse representado com o seu voto. E tudo isto em plena negociação do Orçamento.
Há anos que nós, na Comunidade, conhecemos as prioridades nacionais (ou nacionalistas). Na mesma semana em que o Vox aumentou a pressão para recuperar votos, em nossa Comunidade lembramos do 25 de abril e da perda dos privilégios. Neste contexto voltaram a ser ouvidas as vozes de alguns grupos de esquerda como o Acció Cultural del País Valencià para nos lembrar da sua prioridade nacional baseada na linguagemem valencianos de primeira e segunda classe, como acontece na Catalunha, onde o presidente Salvador Illa segue a prioridade nacional que Jordi Pujol estabeleceu na sua época.
Na mesma semana em que o Vox aumentou a pressão para recuperar votos, em nossa Comunidade lembramos do 25 de abril e da perda dos privilégios
É devastador pensar que nas eleições de 2027 da nossa Comunidade estas duas prioridades se confrontarão. O PP afirma que a lei vem em primeiro lugar e que o que se assina é uma coisa e o que se cumpre é outra. Os populares não devem esquecer, porém, que apesar da “farsa” de Ayacucho, General de la Serna teve que renunciar ao comando após ser gravemente ferido.
Fonte: 20 Minutos




