Nos últimos meses, o Governo aprovou até dois regulamentos para proibir chamadas telefônicas comerciais sem aviso prévio ó consentimentoe contratualmente no caso da energia, vetar comunicações não solicitadas ao telefone e num procedimento único a alteração de comerciante leveao mesmo tempo que prepara um regulamento semelhante para o gás.
Contudo, é um facto que Essas chamadas continuam a ocorrer. Filho fraudulentasporque eles tentam personificar profissionais de marketing e distribuidoras de energia elétrica para que o interlocutor mude de empresa ou informe informações pessoais e bancárias.
“Seu contrato expirou.””, “tem que atualizar o contrato do contador”, “se não mudar de empresa eles vão cortar a luz“, “o Governo decidiu que agora a sua empresa de marketing será outra”, “está a pagar um preço demasiado elevado” ou ““Tenho uma oferta especial para você.” Esses são alguns dos argumentos mais utilizados pelos golpistas.
Para evitar cair na armadilha, este seis sinais ajudará a identificá-los.
Pressão ou urgência
Se disserem que você tem que decidir imediatamente, na mesma ligação porque, caso contrário, haverá um aumento imediato da tarifa de energia elétrica, um incidente urgente ou que nada poderá ser revisto antes de aceitar. Tudo isto é um claro sinal de risco e o objetivo é que o consumidor aceite rapidamente, sem verificar a informação.
Solicitação de informações pessoais ou bancárias
Se o chamador solicitar o DNI, o código do banco e o número da conta (IBAN), o número do cartão ou as senhas e códigos é outro sinal claro de fraude. Eles não precisam ser fornecidos, como insistem as recomendações oficiais diante de uma ligação suspeita.
Falta de identificação clara
Se eles não disserem que empresa específica é, ou não explicarem claramente qual tarifa ou serviço oferecem, desconfie. O supervisor do mercado, CNMC, detectou com precisão deficiências na informação pré-contratual e problemas de transparência nos contratos telefónicos.
Respostas vagas ou evasivas
Outro claro mau sinal é que quem liga não sabe responder ou evita responder perguntas básicas como quem está ligando, de que empresa exatamente, como obteve seus dados ou qual é a oferta exata.
Mudança de empresa “sem perceber”
Uma das práticas mais denunciadas é o consumidor acreditar que está a falar com a sua empresa habitual e acabar por mudar de fornecedor ou tarifa sem ter compreendido bem a operação ou sem ter consentido conscientemente. Se utilizarem frases ambíguas como “atualizar o contrato”, “regularizar”, “revisar seu fornecimento” ou “confirmar seus dados” você deve desconfiar e pedir que enviem a documentação para poder verificá-lo. Se não lhe permitirem rever nada por escrito antes de aceitar, não continue a chamada e depois verifique através do canal oficial do comerciante com quem contratou a electricidade.
É preciso levar em conta que quem liga conhece os dados do consumidor não comprova que se trata da sua empresa. E, em qualquer caso, se houver suspeitas de que, após a chamada, houve mudança de fornecedor ou tarifa sem consentimento, deverá dirigir-se o mais rapidamente possível ao serviço de atendimento da empresa com a qual contratou originalmente a energia eléctrica e guardar toda a documentação.
Ameaças relacionadas a contas ou dívidas
Foram detectadas fraudes que utilizam o medo do não pagamento, do endividamento ou da regularização urgente para pressionar o usuário. Ao se deparar com uma notificação desse tipo, a recomendação é não dar continuidade à conversa e verificar sempre pelos canais oficiais.
Em caso de dúvida, pode contactar as autoridades através do Gabinete Virtual de Reclamações da Polícia Nacional ou da Guarda Civil, ou alertar através da aplicação AlertCops. Também pode obter ajuda em cibersegurança através do telefone 017 do INCIBE. É aconselhável guardar todas as provas possíveis.
Fonte: 20 Minutos



