Quase não chegou a tempo para o Dia das Mães. Ontem precisei de mais uma camada de preenchimento de poros e cera, mas meu neto me pediu para levá-lo comprar flores para sua mãe, minha princesa. Eu não pude recusar. Por isso, hoje dei à Ana (awestley.com) seu entalhe sem o brilho que a cera dá. Que nervosismo! Não é muito como quando a conheci no dia 8 de janeiro de 1968, meu aniversário, porque, como disse Machado, naquele dia nasci não para a vida, mas para o amor. Westley é muito generosa e me conta que gostou do detalhe. Sobre o meu tamanho, ele apenas disse “Que jovem!” Mas ganhei um beijo. O que mais posso pedir por um pedaço de madeira esculpido com amor (e, claro, com dor)? O melhor é que ele já encontrou um lugar para isso na sala ao lado de suas premiadas pinturas a óleo. Que honra! Vou pendurá-lo acima do olho de Nicolás Salmerón (sou salmeroniano) e do olho de Odin (ela é uma gringa de origem norueguesa). Hoje me sinto alguém.
Fonte: 20 Minutos




