O presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóoapresentou as suas medidas contra o cyberbullying no Parlamento Europeu há poucos dias e prometeu aplicá-las se obtiver acesso à Moncloa. Enquanto isso acontece, nesta terça-feira ele desafiou toda a sociedade em um dia contra o bullying no Senado porque “longe de concentrar responsabilidades, é hora de coletivizá-las”. Entre as respostas propostas pelo líder popular para enfrentar este drama que “deixa feridas, por vezes irreversíveis, porque deixa mortos”, está o desenvolvimento de um protocolo nacional em coordenação com as comunidades autónomas, que são aquelas que têm competências em matéria educativa, dotadas de “fundos suficientes”. “Devemos passar da gestão de patches para uma verdadeira estrutura estatal na qual exista um protocolo nacional”, disse Feijóo.
O ponto de partida para enfrentar o bullying deve ser a prevenção, como referiu, por isso propõe uma “aliança” entre Educação, Saúde e Políticas Sociais para implementar um Plano de Bem-Estar Emocional. O objetivo é “proteger os menores de novas formas de violência” e “detectar melhor comportamentos indicativos”. Neste ponto ele considera “fundamental” a desconexão digital com bloqueios noturnos automáticos e tempos máximos de utilização.”
O que foi feito até agora para tentar travar este flagelo tem sido insuficiente, na opinião do presidente do PP, que tem apontado a figura do coordenador da previdência. Ele considera que falhou tanto “por falta de recursos como por uma abordagem errada”. Claro, ele ressalta que A solução não é “transformar um professor em policial escolar”mas caminhar para perfis profissionais especializados, com dedicação exclusiva e formação adequada. Para financiar estes novos perfis, pretende criar um fundo económico suficiente.
Outra das reflexões que Feijóo tem feito com pessoas afetadas pelo bullying em seu ambiente ou em sua experiência pessoal apontou para sanções. “Vemos muitas vezes expulsões vazias”, disse, por isso acredita que devem perseguir “um objetivo restaurativo” e ser acompanhadas de formação para o menor expulso. A isto devem ser adicionadas alterações legislativas que incorporem medidas como o distanciamento digital entre agressores e suas vítimas. Anteriormente, comparou Feijóo, se um menor sofresse assédio na escola, “ele voltaria para casa e encontraria o seu local de refúgio”. Agora, porém, “ele entra na sua casa pelo celular e não sai porque qualquer hora do dia é favorável para o perseguidor”.
O líder popular concluiu sublinhando o seu compromisso com a conciliação familiar e o seu apoio explícito à flexibilidade de horários nas empresas. Para enfrentar o assédio, ele apelou à unidade para “combater o assédio entre todos, sem distinção de administrações ou ideologias” porque “um país melhor se constrói em conjunto, e não contra ninguém”.
Fonte: 20 Minutos




