O epidemiologista Fernando Simón tornou-se um dos rostos mais visíveis durante a pandemia de coronavírusaparecendo diariamente para informar sobre a evolução da crise sanitária. Porém, depois que a situação melhorou, ele desapareceu da mídia. E agora o diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências de Saúde voltou após o surto de hantavírus detectado no navio de cruzeiro MV Hondius.
Durante os meses mais difíceis da pandemia, especialmente entre 2020 e 2021, Simón foi responsável por transferir aos cidadãos os dados sobre infecções, mortes e medidas adotada pelo Ministério da Saúde. As suas aparições diárias, com um tom sério mas didático, tornaram-se um compromisso regular para milhões de espanhóis em pleno confinamento, colocando-o como uma das figuras mais reconhecidas desse período.
Quando a situação começou a melhorar em 2021, Simón afastou-se da mídia e permaneceu em segundo plano, com aparições ocasionais. Uma delas foi em 2023, quando anunciou o fim da obrigatoriedade das máscaras em farmácias e centros de saúde. Desde então, a sua atividade pública limitou-se a conferências e reuniões profissionais relacionadas com a saúde pública.
Porta-voz sobre a crise do Ébola
Fernando Simón nasceu em Saragoça em 1963. Estudou Medicina na Universidade de Saragoça e especializou-se em epidemiologia na London School of Hygiene and Tropical Medicine. Concluiu a sua formação no Programa Europeu de Formação em Epidemiologia de Intervenção do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.
Seu papel como porta-voz não começou com a pandemia. Já desempenhou um papel semelhante durante a crise do Ébola em 2014 e o surto de listeriose em 2019. Hoje, continua responsável pelo Centro de Coordenação de Alerta e Emergências Sanitárias, organização dependente do Ministério da Saúde que dirige desde 2012.
Fonte: 20 Minutos




