O Coletivo de Afetados do IMV exigiu neste domingo a reforma da lei do rendimento mínimo vital (IMV) para remover o “retroatividade punitiva“e que as famílias vulneráveis não sejam obrigadas a devolver a ajuda quando esta tiver sido cobrada erroneamente.
Em comunicado, o grupo recorda que a Provedora de Justiça já reconheceu que os procedimentos de reembolso destas ajudas, muitas vezes pagas indevidamente por erro da própria Administração, afectam desproporcionalmente a grupos vulneráveis.
Por isso, instou a Segurança Social a encontrar uma forma para que “o valor reclamado possa ser perdoado, total ou parcialmente, quando o erro ou atraso for imputável à entidade gestora”, recomendação que, segundo os afetados, tem sido negligenciada pelo Governo. “A situação que milhares de famílias vulneráveis vivem em todo o país já é moral, social e politicamente insustentável”, denunciam, o que tem levado a “embargos, dívidas, medo constante” e até à perda de habitação.
Para corrigir esta situação, o Coletivo exige que o Governo aceite as recomendações do Provedor de Justiça e reforme a lei para eliminar a retroatividade e garantir segurança jurídica às famílias.
Da mesma forma, pede ao PSOE que esclareça se quer estar “do lado da verdadeira protecção social” ou da “máquina administrativa” e, às restantes forças políticas, que deixem de usar o seu “sofrimento como arma partidária” e empreendam reformas legislativas.
Fonte: 20 Minutos




