O mercado imobiliário continua com o pé fora do acelerador, embora sem perder ainda a velocidade de cruzeiro alcançada no ano passado. De acordo com as Estatísticas de Transferência de Direitos de Propriedade publicadas esta segunda-feira pelo IN, a compra e venda de habitação caiu 2,2% em março em comparação com o mesmo mês de 2025. Esta ligeira diminuição representa a terceira queda consecutiva desde o início do ano. Ainda assim, foram vendidas 61.295 casas em março, muito próximo do recorde registado no ano passado.
O volume de negócios registrado no terceiro mês de 2026 Representa o segundo melhor dado para um mês de março desde 2007, só superado pelo de 2025quando o mercado imobiliário atingiu um novo recorde “pós-bolha”, com 62.676 transações num único mês. Foi um nível de actividade que não se via há quase duas décadas, já que no terceiro mês de 2007 foram ultrapassadas mais de 74 mil operações. Apesar da queda no último ano, as vendas de habitação continuam no patamar das 60 mil transações mensais em que se movimentam desde o ano passado.
A ligeira descida registada em Março vem depois de duas quedas negativas. Em janeiro, as aquisições diminuíram 5% face ao início de 2025. Em fevereiro a diminuição foi mais moderada, de apenas 0,5%, o que representou um nível de transações muito semelhante ao registado um ano antes. Ambos os dados contrastam com o crescimento de dois dígitos observado em 2025 nesta mesma época do ano. Do sector salientam que o aumento da preços eles poderiam estar começando a desacelerar a atividade do mercado, apesar de permanecer em números importantes.
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Fonte: 20 Minutos




