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Sua secretária ‘Gertru’ era a responsável pelas faturas falsas e seu amigo ‘Julito’ era o testa de ferro

Combo de fotos de José Luis Rodríguez Zapatero y Julio Martínez.ARCHIVO

O relatório da Unidade de Crime Económico e Fiscal (UDEF) do Polícia Nacional sobre a trama corrupta que surgiu em torno do resgate da companhia aérea Plus Ultra à qual ele teve acesso 20 minutos salienta que o ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero utilizou sua secretária, Gertrudis Alcázar, mais conhecida como ‘Gertru’, como responsável pela geração de faturas falsas, enquanto seu amigo Julio Martínez, conhecido como ‘Julito’, como atendente de telefone em suas comunicações com a rede de clientela do lote.

Em seu relatório, a UDEF fala de “um padrão repetido”: os interlocutores da trama em comunicação com Julio Martínez Eles enviam mensagens que se referem ao “presidente”. A Polícia Nacional afirma que “deixa claro pelo teor das mensagens que se destinavam a José Luis Rodríguez Zapatero”.

Assim, Julio Martínez ficaria encarregado de atuar como intermediário telefônico entre os clientes e o ex-presidente, onde o primeiro não hesitaria em apelar diretamente a Zapatero mesmo que as mensagens fossem enviadas a Martínez, com textos como: “Bom dia, presidente. Saudações.”

Em outras trocas de mensagens encaminhadas, fórmulas como “Resposta de Z”, que segundo a UDEF não é outro senão o próprio José Luis Rodríguez Zapatero.

O papel de ‘Gertru’

Outra das ‘pernas’ da trama é Gertrude Alcázar O fiel secretário de Zapatero, que segundo o relatório da UDEF tinha, entre outras tarefas, a gestão da falsa facturação da rede.

O relatório não deixa dúvidas: “Segundo os e-mails analisados, José Luis Rodríguez Zapatero enviaria determinados procedimentos ou orientações através de María Gertrudis Alcázar Jiménez, ‘Gertru’, que ficaria responsável – junto com Judith (Wells Sutton) – na qualidade de funcionários administrativos ao seu serviço, em dar cobertura formal ou suporte documental da atividade, que se desenvolve no escritório situado na rua Ferraz 35, 1º andar à esquerda, em Madrid”.

A reportagem logo a seguir dá um exemplo: “A partir da análise do conteúdo dos emails, observa-se como ‘Gertru’ solicita a Cristóbal Cano, relativamente à emissão de uma fatura no valor de 20.000 euros, e levanta a possibilidade de emitir uma ou mais faturas, solicitando também indicações sobre os conceitos que neles devem constar”.

Segundo o boletim de ocorrência, “esse ponto é relevante, pois fica evidente uma consulta prévia sobre o conteúdo, conceitos e valores das faturas a serem emitidas”.

A UDEF acrescenta que “embora as mensagens sejam enviadas por ‘Gertru’, José Luis Rodríguez Zapatero teria conhecimento das operações financeiras que seriam desenvolvidas”.

“O que precede revela uma operação de faturação desligada da realidade económica, destinada a gerar suporte documental”, afirma a UDEF, que conclui que “da análise conjunta dos emails examinados, é evidente a existência de uma operação em que a emissão de faturas não parece diretamente ligado ao desempenho dos serviçosmas, pelo contrário, são articulados posteriormente e através da coordenação das partes envolvidas.”

Fonte: 20 Minutos

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