A Polícia Nacional vai pedir a um perito que faça uma avaliação preliminar às joias encontradas num cofre do gabinete do ex-presidente do Governo. José Luis Rodríguez Zapatero na rua Ferraz, em Madrid, em um dos autos do caso em que é investigado por tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Algumas joias que, segundo a comitiva do antigo líder socialista, correspondem a heranças e “presentes de viagem”.
Como confirmaram fontes do caso à Europa Press, a Unidade de Crime Económico e Fiscal (UDEF) da Polícia Nacional enviará o jóias, relógios, pulseiras e pulseiras a um joalheiro especializado fora desta força policial para realizar uma avaliação inicial.
Dessa forma, o juiz do Tribunal Nacional José Luis Calama poderá decidir se manterá todas ou algumas dessas joias como indício da investigação de um complô que coloca Zapatero como líder de uma suposta rede de tráfico de influência e outros crimes, como lavagem de dinheiro.
Segundo o registro de registro no escritório de Ferraz 35, a secretária pessoal de Zapatero, Gertrudis Alcázar, disse aos agentes no dia 19 de maio que essas joias estavam relacionadas a uma herança de Sonsoles Espinosa, esposa do ex-presidente do Governo, e também a “presentes de viagem”. O presidente do Ateneo de Madrid, Luis Arroyo, que atua como porta-voz autorizado do ex-presidente, acrescentou que as joias seriam avaliadas em “entre 30.000 e 50.000 euros”.
Segundo Arroyo, o cofre que a Polícia analisou foi transferido para o escritório de Zapatero depois de vender a casa que partilhava com a sua esposa “e que lhe permitiu cancelar a hipoteca” que consta da acusação do juiz José Luis Calama. Segundo esta versão, o antigo chefe do Executivo tomou esta decisão para não ter joias na sua casa alugadaesperando a construção de sua nova casa. Além disso, negou que se tratassem de presentes da Arábia Saudita “no valor de meio milhão de euros” e afirmou que o antigo líder socialista ficou “surpreso” ao ver as fotografias das joias.
Os investigadores da UDEF também intervieram na busca do escritório em vários discos rígidos, telemóveis, agendas, pendrives ou pastas, entre outros pertences. Especificamente, a UDEF afirma que apreendeu um colar dourado com placa onde se lê “José Luis RZ”entre outras joias como relógios, brincos ou correntes de ouro.
Eles também destacam que intervieram dois celulares da ex-secretária do presidente: um pessoal e um de trabalho. Da mesma forma, consta dos autos que Gertrudis Alcázar forneceu aos agentes as senhas dos celulares e computadores localizados no escritório.
Fonte: 20 Minutos




