Chega às livrarias Um coração no espaço não tem peso o novo livro de Alicia Santurde Gómez, publicado na coleção Flores na varanda. Uma coletânea de poemas que propõe um olhar único sobre a experiência do corpo, da doença e do amor, atravessada pelo imaginário da ficção científica. Com prólogo de Laura Casielles e epílogo de Gloria Fortún, a obra apresenta-se como uma cartografia emocional onde o íntimo e o cósmico dialogam constantemente. Nas palavras de Casielles, o livro traça “uma fenomenologia dos afetos e das perdas”, na qual atua o amor.
Nas palavras de Casielles, o livro traça “uma fenomenologia dos afetos e das perdas”, na qual o amor funciona como um sistema planetário: forças de atração, órbitas instáveis e colapsos inesperados. Um Coração no Espaço Não Pesa constrói um universo poético em que hospitais convivem com naves espaciais, as memórias flutuam como resquícios de um passado em expansão e a linguagem científica se torna uma ferramenta para nomear o que dói. Através dos seus poemas, Santurde Gómez explora a fragilidade do corpo, a doença, o desejo e a perda da mãe, ao mesmo tempo que abre a possibilidade de imaginar outras formas de existência. O livro situa-se assim num território híbrido onde a poesia e a ficção científica se entrelaçam para questionar os limites da realidade. Não como escapismo, mas como forma de reorganizar o mundo e encontrar sentido no que quebra, porque, como sugere a própria coleção de poemas, talvez só com a invenção de novas linguagens seja possível sustentar o que está quebrado. Corajoso, delicado e profundamente contemporâneo, Um coração no espaço não pesa convida-nos a explorar as nossas próprias fendas e a descobrir que, mesmo na ausência de peso, há algo – mínimo mas persistente – que continua a sustentar-nos.
A autora, Alicia Santurde Gómez, atua em comunicação impressa e cultural e em marketing editorial. Desde 2017 dirige o blog de estudos culturais e digitais Killed by Trend e o programa O gesto mais radical da Rádio Ágora Sol, junto com Sergio Vega. Faz parte do grupo literário Escritoras Peligrosas, dirigido por Gloria Fortún, e da oficina de poesia ministrada por Laura Casielles na Fundação José Hierro. Participou de diversas antologias, entre elas Future Pollution IV (Mig21 Editora), (h)amor gordo (Continta Metienes) e Luzes amarelas aos nossos pés, não sei se estrelas (La Strada Ediciones). Sua escrita investiga as intersecções entre filosofia, ficção científica e cultura pop, explorando novas formas de narrar o corpo, o desejo e a identidade.
Fonte: 20 Minutos




