Ele Congresso aprovou esta quinta-feira pedir explicações ao Governo sobre o resgate de Mais ultra mediante aprovação de moção apresentada pelo Partido Popular. Especificamente, instam o Executivo a rever “de forma imediata e transparente” o acordo do Conselho de Ministros no qual foi autorizado a conceder uma ajuda de 53 milhões de euros à companhia aérea “para esclarecer a possível existência de irregularidades“. O texto com o qual a Câmara pede explicações ao Governo avançou com o apoio do PP, Vox, Junts, UPN e da Coligação Canária.
Para acalmar suas suspeitas, eles também exigem verificar todas as informações relacionadas com a situação económico-financeira “e ações concomitantes que motivaram em 2020, após reunião entre o ex-presidente Zapatero e o ministro Escrivá Belmonte, o adiamento do pagamento de dívidas com a Segurança Social”. A propósito desta reunião, o PP também realiza a sua ofensiva no Senado, tendo convocado o ex-ministro da comissão de investigação da SEPI.
A iniciativa também exige que o Executivo dê explicações no Congresso destas questões, facilitando o acesso integral aos dossiers e reforçando os mecanismos de “publicidade activa e controlo parlamentar”. Na mesma linha, o último ponto inclui a exigência ao Governo de “garantir a máxima transparência e responsabilização em relação ao resgate da Plus Ultra Líneas Aéreas e com todas as ajudas públicas, resgates empresariais e operações financiadas pelo Fundo de apoio à solvência de empresas estratégicas, geridas através de QUIETO“. É neste último ponto que Junts e ERC se abstiveram.
Génova continua a pressionar o Executivo devido às suspeitas de tráfico de influência que O juiz José Luis Calama, do Tribunal Nacional, investigapela qual é acusado o ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero. O deputado popular Pedro Muñoz não só questionou a questão aérea, mas enumerou as investigações e processos que, “desde fevereiro de 2024, quando eclodiu o caso Koldo, não pararam de crescer”. Foi ele quem defendeu a iniciativa, alegando que o Executivo utilizou a estrutura do Estado durante estes anos “para a sua corrupção”. Isso fica evidente, na sua opinião, no resgate da empresa, onde “tudo é suspeito e fraudulento”. “O que parecia Um resgate irregular e incompreensível tornou-se o grande escândalo sobre o caso Zapatero”, insistiu.
Na exposição de motivos da moção, o PP também insiste mais uma vez num apelo eleitoral para dar voz ao povo espanhol nas urnas face a “um Governo que nada tem a oferecer, exceto casos de corrupção e escândalos”. E face a esta “corrupção política que não só provoca um impacto claro e pernicioso nas contas públicas, mas também um danos morais e democráticos tremendos e inaceitáveis a todo o Estado e aos cidadãos”; exigem uma explicação detalhada aos cidadãos.
Fonte: 20 Minutos




