O Provedor de Justiça, Anjo Gabilondorecebeu nas últimas semanas 400 reclamações por temperaturas extremas em salas de aula em toda a Espanhaembora a grande maioria venha de Madrid, que exige “uma solução urgente” com planeamento das ações necessárias e “financiamento suficiente e não apenas ações esporádicas ou específicas”.
Isto é expresso num comunicado após reunião com a Federação de Associações de Mães e Pais de Estudantes (FAPA), Francisco Giner de los Ríos, que lhe informou sobre a situação nas escolas públicas de Madrid onde as famílias “são chamadas a ir buscar os seus filhos com dores de cabeça, hemorragia nasal, tontura ó vômito golpe fotos de insolação“.
Situações que, segundo a FAPA, se devem à “falta de ar condicionado” nas escolas de Madrid, que carecem de recintos, persianas e “orçamentos atribuídos para ar condicionado com horário que pode ser estabelecido”, disse a sua presidente, Carmen Morillas, para quem o encontro com Gabilondo foi “muito frutífero”.
O defensor informou que, depois das denúncias recebidas de toda a Espanha, cerca de 400, “está reabrindo o caso” e estudando-o para fazer “diferentes comunicações à Comunidade de Madrid”, explicou Morillas. Morillas lembrou como a FAPA coletava mais de 70.000 assinaturas em toda a região por uma iniciativa legislativa popular (ILP), “a primeira ILP educacional que passou por toda a tramitação e depois de dois anos declinou com os votos contra Vox e PP, numa “oportunidade perdida com os cidadãos”.
Acrescentou que, depois de se reunir há três semanas com a conselheira Mercedes Zarzalejo, ainda aguardam a sua resposta a esta situação, que é “muito urgente e deve ser respondida. Agora a administração tem a bola do seu lado”.
O defensor, por sua vez, considera “essencial para enfrentá-lojá que se trata de questionar direito a uma educação qualidade em condições adequadas“, por isso a instituição mantém arquivos abertos em diferentes municípios e junto ao Ministério da Educação para saber quais medidas foram implementadas.
Fonte: 20 Minutos




